quarta-feira, 18 de julho de 2012

Instintos!

Era apenas mais uma festa numa tarde de domingo, apenas mais uma reunião de jovens comuns. Para ela, aquele rapaz que a barba por fazer escondia a pouca idade seria apenas mais um ficante. Ela mal sabia que mudaria a vida daquele menino daágua para o vinho. Ele, que por uma brincadeira impensada, agora tinha em suas mãos algo que não sabia se daria conta, algo novo, algo que tinha receio de experimentar. Até tentou fugir, mas se sentiu pressionado a ficar diante daquela mulher, uma mulher.

Entre um beijo e outro, ele deslizava suavemente os dedos pela pele dela, maravilhado com a beleza incompreensível dos opostos, e depois a abraçava fortemente. Nenhuma moça havia dado tanta liberdade a ele, nunca havia lhe dado a oportunidade de se sentir um homem, e isso o excitava. Ela sorria, percebia o quanto ele era inexperiente, e ainda assim possuía instintos de macho. Ela mal imaginava o quanto ele se tornaria dependente disso, dependente a ponto de querer mostrá-la aos amigos e à família, tamanha era sua empolgação. Mas soube conte-lo, soube dar a ele aos poucos aquilo que necessitava, e conseguiu fazer com que ele ficasse ao seu lado, mesmo que a princípio não fosse essa a intenção de ambos.

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